terça-feira, 12 de julho de 2011

Somos ou seremos


Somos o movimento de estar sendo, o inacabado, algo no processo de vir a ser, um caminho com várias direções, várias possibilidades.
Somos incompletos e inacabados porque somos partes de um todo dinâmico. Nós somos incompletos porque sem o outro não existimos.
Não há sentido em pensar ‘eu e o mundo’.
É preciso pensar ‘eu como um pedaço do mundo’.
A construção do ser se dá com a possibilidade do outro, o outro é parte do eu, só assim, somos ou seremos.
Ser-no-mundo-com-o-outro!
Ildeilson Santos

sábado, 2 de julho de 2011

Ter sem ter


O bom é ter sem ter
É saber que não é meu nem seu
Compreender que és livre que pode voar
Assim é o amor
Ele não aprisiona...

O amor ama
O amor é livre, por isso sorrir
O amor tem asas, por isso é lindo
Podes enfim partir, por isso é feliz
E se voltar, seja bem vindo!
Por isso é intenso.

Voltou porque amou voltar
Partiu porque não queria mais ficar
E se ele agora estiver, aproveite!
Pois o amor escorrega entre os dedos
Viaja como o vento
É tão fino
Que não podemos segurar.

Ame e viva
Viva para amar
O amor é livre
Se prendê-lo
Desculpe, ele vai te decepcionar.
Ildeilson Santos

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que és?


Melhor seria fixar no horizonte
Passar despercebido
Como se eu não estivesse aqui
Do que olhar e discriminar
Apontar como se tu fosses superior

Melhor não falar
Do que tentar ser gentil
Melhor ser o que de fato está pensando
Do que um fariseu se tornar
Porque sorrir se queres me matar?

Em que és melhor que eu?
Ou superior?
Será mais justo?
Será mais santo?
Será menos pecador?

Agindo assim tornar-se-á pior,
Porque julgas?
Quem és tu para falar?
Quem és tu para apontar?
Quem és tu para questionar a reputação alheia?

O que és?
O melhor ser humano do planeta?
Alguém impecável?
Alguém que nunca errou e nunca vai errar?
Ou será a manifestação da epifania?

Olhe para você!
O que és?
Uma mascara?
Ildeilson Santos

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pra cima Brasil


BOPE: R$ 2.260,00 para arriscar a vida;


Bombeiro: R$ 960,00 Para salvar vidas;

Professor: R$ 728,00 para preparar para a vida;

Médico: R$ 1.260,00 para manter a vida;

Deputado federal: R$ 26.700,00 (sem contar a verba de gabinete e as muitas regalias) para atrapalhar a vida dos outros!






Música: João Alexandre
Pra Cima Brasil



Como será o futuro
Do nosso país?
Surge a pergunta no olhar
E na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome
Nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro
Pra sobreviver

Onde andará a justiça
Outrora perdida?
Some a resposta na voz
E na vez de quem manda
Homens com tanto poder
E nenhum coração
Gente que compra e que vende
A moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance
De ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus,
Justo Juiz!

Como será o futuro
Do nosso país?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fim de um relacionamento de quase 20 anos


"Após quase vinte anos, fui convidado a “des-continuar” minha coluna na revista Ultimato. Nesta semana, recebi a visita de Elben Lenz Cesar, Marcos Bomtempo e Klênia Fassoni em meu escritório, que me deram a notícia de que não mais escreverei para a Ultimato. Nessa tarde, encerrou-se um relacionamento que, ao longo de todos esses anos, me estimulou a dividir o coração com os leitores desta boa revista. Cada texto que redigi nasceu de minhas entranhas apaixonadas.

Fui devidamente alertado pelo rev. Elben de que meus posicionamentos expostos para a revista Carta Capital trariam ainda maior tensão para a Ultimato. Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveisMinhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis. 

O reverendo Elben Lenz Cesar, por quem tenho a maior estima, profundo respeito e eterna gratidão,acrescentou que discordava também sobre minha afirmação ao jornalista de que “Deus não está no controle”. Ressalto, jamais escondi minha fé no Deus que é amor e nos corolários que faço: amor e controle se contradizem. De fato, nunca aceitei a doutrina da providência como explicitada pelo calvinismo e não consigo encaixar no decreto divino: Auschwitz, Ruanda ou Realengo. Não há espaço em minhas reflexões para uma “vontade permissiva” de Deus que torne necessário o orgasmo do pedófilo ou a crueldade do genocida. 

Por último, a Klênia Fassoni advertiu-me de quemeus Tweets, somados a outros textos que postei em meu site, deixam a ideia de que sou tempestivo e inconsequente no que comunico. Falou que aminha resposta à Carta Capital sobre a condição das igrejas na Europa passa a sensação de que sou “humanista”. Sobre meu “humanismo”, sequer desejo reagir. Acolho, porém, a recomendação da Klênia sobre minha inconsequência. Peço perdão a todos os que me leram ao longo dos anos. Quaisquer desvarios e irresponsabilidades que tenham brotado de minha pena não foram intencionais. Meu único desejo ao escrever, repito, foi enriquecer, exortar e desafiar possíveis leitores. 

Resta-me agradecer à revista Ultimato por todos os anos em que caminhamos juntos. Um pedaço de minha história está amputada. Mas a própria Bíblia avisa que há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Meu amor e meu respeito pela família do rev. Elben, que compõe o corpo editorial da Ultimato, não diminuíram em nada. 

Continuarei a escrever em outros veículos e a pastorear minha igreja com a mesma paixão que me motivou há 34 anos. "

Ricardo Gondim 
Soli Deo Gloria

Fonte: www.ricardogondim.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

O infinito em seu fim


Eu queria ter o don de falar sem usar palavras
Eu queria ter o don de cantar sem canções
Eu queria ter o don de correr parado
Eu queria ter o don de morrer vivendo

Eu queria te encontrar sem te perder
Eu queria ser eu e você
Eu queria que meu sangue corresse em suas veias
Sinto-me um presidiário no inicio de uma longa sentença
Sinto-me como um velho diário esquecido em qualquer lugar

Sou o próprio infinito em seu fim.

Ildeilson Santos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

“Eu vou tirar você deste lugar”

Hoje enquanto me lembrava de alguns belos momentos de intenso orgasmo intelectual, existencial, moral, ético, dentre outros, durante o meu curso de teologia, me reportei a uma bela aula de Ética, ministrada pelo meu grande professor Everton.
Durante a aula ele apresentou a letra da canção “Eu vou tirar você deste lugar” de Odair José.


Olha... A primeira vez que eu estive aqui
Foi só pra me distrair 
Eu vim em busca do amor 
Olha.. 
Foi então que eu te conheci 
Naquela noite fria 
Em seus braços
meus problemas esqueci 
Olha... 
A segunda vez que eu estive aqui 
Já não foi pra distrair 
Eu senti saudade de você 
Olha... 
Eu precisei do seu carinho 
Pois eu me sentia tão sozinho 
Já não podia mais lhe esquecer
Eu vou tirar você desse lugar 
Eu vou levar você pra ficar comigo 
E não interessa 
O que os outros vão pensar 
Eu vou tirar você desse lugar 
Eu vou levar você pra ficar comigo 
E não interessa 
O que os outros vão pensar
Eu sei... 
Que você tem medo de não dar certo 
Pensa que o passado vai estar sempre perto 
E que um dia eu posso me arrepender 
Eu quero 
Que você não pense nada triste 
Pois quando o amor existe 
Não existe tempo pra sofrer
Eu vou tirar você desse lugar 
Eu vou levar você pra ficar comigo 
E não interessa 
O que os outros vão pensar 
Eu vou tirar você desse lugar 
Eu vou levar você pra ficar comigo 
E não interessa 
O que os outros vão pensar 
Eu vou tirar você desse lugar

Impactado por esta história, de alguma forma contemplei: “Caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, contra estas coisas não há lei.” Gálatas 5.22
Esta história lembra-me certo Galileu, que morreu em uma sexta-feira e ressuscitou no certo domingo.

O que mais você consegue enxergar nesta história?
Ildeilson Santos
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